Há coisas que não posso contar a ninguém, porque são demasiado complicadas, ou ninguém as vai entender ( penso eu), ou porque ainda estou a passar pelo luto de certas situações. Hoje é um dia destes... relembrar tem sido difícil, mas vou dize-lo aqui. Sinto saudades... O mais chato é que o ano está ao fim e o desejo que tinha lá no início se concretizou dentro dos parâmetros possíveis. E tão chato encontrarmos alguém que corresponde, mas que precisamos abandonar pois nem todos precisam corresponder como ambicionamos.
Ninguém se importa, Sabes, hoje só me apetecia chorar… Ontem e sexta também. Por vezes, as palavras fazem as pessoas se afastarem de nós. Por vezes, afasto pessoas de quem gosto por não saber interagir com elas, e por isso sempre prefiro ficar sozinha. Fico triste… é difícil ser assim. Prefiro ser sozinha, calada, na minha. Mas amo ser alegre e divertida, e talvez isso também seja chato. Então… o que posso ser, se serei sempre julgada? Deus, Tu sempre foste o que encontrei em mim, o que fechou o meu “eu” de se dar demais, de amar demais… De amar a essência do ser humano, de tentar ver além daquilo que estava ali à frente. Perdoa-me, pois em mim os meus medos sempre encontraram lugar para ficarem guardados. Posso agradecer? Agradecer porque procurei um amigo e encontrei — mesmo que ele não quisesse o ser. Te agradeço por enviares alguém que teve um pouco de sensibilidade para ver além, que despertou em mim algo de bom e a esperança de pessoas que se procuram. Mas eu… eu estraguei ...