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Confession of a Brazilian girl

 Ninguém se importa,

Sabes, hoje só me apetecia chorar… Ontem e sexta também.

Por vezes, as palavras fazem as pessoas se afastarem de nós.

Por vezes, afasto pessoas de quem gosto por não saber interagir com elas, e por isso sempre prefiro ficar sozinha.

Fico triste… é difícil ser assim.

Prefiro ser sozinha, calada, na minha.


Mas amo ser alegre e divertida, e talvez isso também seja chato. Então… o que posso ser, se serei sempre julgada?

Deus, Tu sempre foste o que encontrei em mim, o que fechou o meu “eu” de se dar demais, de amar demais…

De amar a essência do ser humano, de tentar ver além daquilo que estava ali à frente.


Perdoa-me, pois em mim os meus medos sempre encontraram lugar para ficarem guardados.


Posso agradecer?

Agradecer porque procurei um amigo e encontrei — mesmo que ele não quisesse o ser.

Te agradeço por enviares alguém que teve um pouco de sensibilidade para ver além, que despertou em mim algo de bom e a esperança de pessoas que se procuram.


Mas eu… eu estraguei tudo, confundi tudo e fui muito além do que deveria.

Abri um canal maravilhoso, mas usei-o de uma maneira soberba e perversa.


E, nisso tudo, eu pergunto: quem sou eu?


Eu não tenho orgulho de quem sou.

Porque aqui dentro, o meu coração ainda se perde. Ele cresceu e envelheceu de uma forma em que me entreguei de maneira leviana…

Entreguei-me de forma cínica à fluidez da vida.


Perdoa-me — e que o meu perdão chegue às vidas que possivelmente toquei de maneira incorreta.

Mas ainda assim peço perdão pela minha própria vida, pois ela não merecia, e nem merece.


A minha alma não merece que eu seja assim… Talvez eu a magoe.

Talvez eu ainda não saiba como respeitá-la devidamente, nem por onde devo ir.

E nem quero saber que estou a caminho…

Ou talvez, só o facto de eu reconhecer que estou a fazer as coisas indevidamente já seja um bom caminho.


Porque dói… e destrói-me por dentro.

Parece que não crio raízes em nada, que não sou nada.

E realmente não sou — nada em mim fica.

Nada em mim quer ser verdadeiro.


Será que fui eu que perdi a esperança de tudo?

Que não confio, que deixei de me entregar, de me reconhecer de maneira verdadeira?


Eu não quero ser mais assim, mas é tão difícil!

Pois, ao mesmo tempo que não quero ser assim, o meu modo soberbo não se destrói.

Ele está aqui, tão forte, tão comandante…


Perdoa-me por me perder em algo que não existe, nas fantasias que crio e que em nada têm base.

Eu viajo longe e perco-me… eu sonho, e isso por vezes destrói-me.


Porque sou eu assim? Deste jeito?

Isso é horrível e chato até demais.


E sei que estas palavras nunca chegarão a lado nenhum…

Nada disto algum dia fará sentido.

Porque sou invisível demais para alguém se importar.

Pois, no fundo, ninguém se importa.

Todos se vão embora e te ignoram na tua existência.

Todos fazemos isso — incluindo eu.

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