Estes dias difíceis têm-me feito pensar profundamente: o que é que está errado comigo? Como posso melhorar?
Sinto que preciso com urgência de me reconectar com algo maior — talvez com a meditação, com a oração, ou simplesmente comigo mesma. Há algo fora do lugar, e eu preciso descobrir o que é.
Sei que já cometi muitos erros… e talvez esteja agora a viver as consequências das escolhas que fiz. Já fui alguém que se esforçava para fazer o bem. Hoje? Nem sei se ainda resta bondade dentro de mim.
Pergunto-me: como posso ser eu mesma, se já me afastei tanto daquilo que um dia fui?
Será que a oração ainda resulta? Eu oro todos os dias… e mesmo assim, nada muda. Apenas os dias da semana se sucedem, iguais e cinzentos.
Talvez… talvez a resposta seja voltar ao que eu fazia bem. Recomeçar a partir dali. Não do zero — mas de onde me perdi de mim.
Lutar contra o tempo de sono, meus olhos abertos onde o pensamento se perde durante tantas histórias para contar. O dia foi agitado e genial, não se sabe onde todos estes pensamentos irão parar mas a nossa cabeça, uma máquina perfeita não para, não quer abrandar para eu ao menos tentar perceber para onde foi toda a energia. A sangue suga, que drena toda minha vontade seja lá do que for, mas mesmo assim resisto, combatendo fortemente a minha própria consciência. Duas, Três, Quatro e Cinco da manhã; já há muito tempo não me sentia assim, por vezes não é a melhor sensação do mundo. As janelas perfeitas que merecem apenas o meu desprezo parecem que ficaram todas abertas esta noite tentando expulsar o monstro de dentro de mim, mas não entendem que o monstro apena posso ser eu. O nervosismo acaba por vencer quando já a cabeça cansada demais não domina todas as faculdades mentais, mas mesmo assim há aquele friozinho na barriga para imaginar que está tudo bem...
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