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Por Onde Andaria eu ?

Por onde andaria eu? Por onde esperaria por mais? Sou a calma entre os meus dias, que esqueço em outro momento, onde tudo o que faz sentido nem sempre conduz à minha realidade. Giro em torno de mim mesma, sentindo o movimento entre os meus esquisitos sentidos. Busco, com resiliência, as minhas próprias decisões, que, no fundo, revelam dentro de mim a minha fortaleza. Ele te vê, te respeita, te espera. Ele te quer como tu te queres a ti mesma. Ele sou eu: ama-me como quero ser amada. Chama o amor de uma forma radial. Nunca pensei que, na minha existência, esse sentimento seria tão fulcral para fazer florescer dentro de mim a vontade da cor e do calor da grande floresta que habita o meu interior. Caminho perdida por entre a densa floresta que, na minha visão, apenas se vê cinzenta — sem nenhuma dinâmica de dias. Ela apenas se move, inerte, pelo caminho que tenta trilhar. Dentro de mim, não sinto o fio dourado do meu infinito, mas apenas um mar revolto que tenta se conter dian...

A Travessia

E no meio da floresta, a mulher vestida de branco, que toca na terra, levanta-se e começa a caminhar por entre as árvores até chegar a uma grande árvore. Ela encosta sua mão suavemente no tronco, como se pedisse permissão para tocá-lo. É então que a árvore transforma-se em homem-árvore, e este a convida a olhar para dentro dele, através do seu grande tronco. A mulher para à entrada do centro do homem e vê uma imensa escuridão. Sente receio — teme que aquela escuridão a engula. Volta a olhar para o rosto do homem-árvore, que a observa com ternura nos olhos. Ele estende a mão, convidando-a a aceitá-la e caminhar por entre sua escuridão. Ao entrar, encolhe-se com o frio, como se o vazio a tocasse. Mas aquilo que parece vazio transforma-se em densidade — quase palpável aos dedos. Seus dedos roçam suavemente a densidade escura, como se tocassem o tecido de um mistério antigo. Seus pés caminham livres, e seus olhos, surpreendentemente, não perdem a sensibilidade: continuam a enxergar tudo, c...

Não é solidão

Não é solidão. Mas gosto da minha solitude. Você se acostuma a isso, quando todos te viram as costas. Quando a solidão é a única coisa que sobra, aprende-se a valorizar o silêncio. Contêm-se as palavras, para que não se dispersem ao vento. Fecha-se a maravilha de partilhar a vida. E, por onde mais interessa, viro esquecimento. Se tens medo de vaguear por aí... Prevês por onde um coração condenado quer andar. Ele pulsa e remanesce onde quer — destruindo tudo à sua volta, pois sua maestria comanda o seu falar. Ele encontra sem ao menos procurar. Apenas sua suave vibração perpetua os dias. Desencanta alegrias, e chora por meio da vivida beleza.

Em meio à minha floresta

E no meio da floresta, a mulher vestida de branco, que toca na terra, levanta-se e começa a caminhar por entre as árvores até chegar a uma grande árvore. Ela encosta sua mão suavemente no tronco, como se pedisse permissão para tocá-lo. É então que a árvore transforma-se em homem-árvore, e este a convida a olhar para dentro dele, através do seu grande tronco. A mulher para à entrada do centro do homem e vê uma imensa escuridão. Sente receio — teme que aquela escuridão a engula. Volta a olhar para o rosto do homem-árvore, que a observa com ternura nos olhos. Ele estende a mão, convidando-a a aceitá-la e caminhar por entre sua escuridão. Ao entrar, encolhe-se com o frio, como se o vazio a tocasse. Mas aquilo que parece vazio transforma-se em densidade — quase palpável aos dedos. Seus dedos roçam suavemente a densidade escura, como se tocassem o tecido de um mistério antigo. Seus pés caminham livres, e seus olhos, surpreendentemente, não perdem a sensibilidade: continuam a enxergar tudo, c...

Neste dia

Sabes aquele dia em que te sentes uma merda? E nem sequer podes gritar com alguém... Já falei das minhas lágrimas selectivas? Parecem sátiras — pois mesmo com um nó na garganta, elas congelam. Demasiados sentimentos num dia comum. Como se respirar fosse normal… mas tento manter curto. Não consigo encolher a minha grandeza. Mas já não caibo em mim. Onde está o meu coração? Ferido, desiludido — olha a vida com dor. Fui eu quem falou, atraí tristezas, criei esperanças. Termino ciclos, enquanto outros se esbatem em mim. Tu sabes onde me encontro… mas escondes-te. Sou eu quem grita e precisa de outra direcção. Opinião forte, esqueci o que a mente realmente escuta. Mas se anseio sair do lugar onde me encontro, buscar algo real, ser real — olho-me ao espelho e respeito o meu encolhimento. E ainda assim, chamo a tal loucura que me emudece. São tantos mundos... Onde me encontraria, afinal? A minha insignificância gera dúvidas. Ela prende-me onde talvez eu devesse libertar. Encaixa-...

No Meio da minha Floresta

No meio da minha floresta, onde o passado constrói o futuro em que agora nos encontramos. Caminho por esta floresta magnífica, sem julgamentos, sem pensamento. Onde a pressa do mundo e seus precedentes não conseguem sufocar a vontade da alma. É o espírito — de onde tudo parecia auspicioso — mas no meio desta densa floresta, procuro o que poderá calar todos os gritos suspirados que asfixiam a alma mais teimosa que já houve. Como poderei eu calar meus próprios gemidos de dor, se alguns parecem nem vir de mim, mas de fora? Mas, como se ela própria soubesse de sua força, sua mão, apenas ao tocar o chão desta sagrada floresta, determina o limite entre o corpo e a terra — a separação entre dois planos que passam, enfim, a se entender. Sua aura brilha. Como se soltasse algo de dentro, e revela-se a redenção. Tu és a visão. Miragem que confunde o esquecimento. És o amuleto que encaixa a perfeição num só momento. E nisso tudo — tudo o que andava depressa demais se desfaz no v...

Entre Mundos

Poder sair deste corpo e sentir mais do que a vida corriqueira... Sentir aquele novo mundo onde a realidade é transcendental. Onde a vida ganha outro sabor e o tempo se desfaz, deixando de existir como horas, tornando-se atemporal. Onde não sabemos se estamos vivos ou apenas pertencemos ao espírito. É assustador — mas é outra dimensão. E estar nela, acordado, é perigoso. É como se eu tivesse saído do meu corpo, e ao voltar a olhar, visse o mundo com os olhos da alma. É mágico, assustador e transformador. Será que eu iria me perder para sempre naquele mundo? O que veria nele? O que estaria contido ali? Será que, nesse momento, o tempo deixaria de pertencer a si próprio, revelando suas diversas nuances, abrindo-se para algo místico, onde eu pudesse existir e subsistir outra vez? Eu sou o caos que requer transformação. Sou a imperfeição nos meus lábios. Meu corpo sente onde minha mente caminha, pois tenho apenas portas constantes com o divino. E hoje, os céus abençoam minha humilde existê...