Se teus olhos te vissem como eu te vejo,
deliciar-se-iam com o sabor do teu beijo;
abririam as portas e, em frações de tempo, repetiriam o réquiem da nossa própria humanidade.
É onde o mundo se mostra, em sua efêmera eternidade.
E no meio daquele turbilhão, é onde estarei —
e, ainda assim, descobrirei o que só nos meus olhos posso mostrar.
Lutar contra o tempo de sono, meus olhos abertos onde o pensamento se perde durante tantas histórias para contar. O dia foi agitado e genial, não se sabe onde todos estes pensamentos irão parar mas a nossa cabeça, uma máquina perfeita não para, não quer abrandar para eu ao menos tentar perceber para onde foi toda a energia. A sangue suga, que drena toda minha vontade seja lá do que for, mas mesmo assim resisto, combatendo fortemente a minha própria consciência. Duas, Três, Quatro e Cinco da manhã; já há muito tempo não me sentia assim, por vezes não é a melhor sensação do mundo. As janelas perfeitas que merecem apenas o meu desprezo parecem que ficaram todas abertas esta noite tentando expulsar o monstro de dentro de mim, mas não entendem que o monstro apena posso ser eu. O nervosismo acaba por vencer quando já a cabeça cansada demais não domina todas as faculdades mentais, mas mesmo assim há aquele friozinho na barriga para imaginar que está tudo bem...
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